sábado, 14 de maio de 2011

Sem Esperas






SEM ESPERAS


Um dia acreditei nas palavras,
nas promessas, nas juras,
nas rosas que seriam constantes,
nos encontros que seriam frequentes...

Acreditei cegamente,
entreguei-me, arrisquei-me,
aventurei-me entre os versos,
apostei nos imperiosos recados...

Viajei pelo mundo dos sonhos
que na realidade os parecia viver,
até que um dia, sem entender,
as palavras tornaram-se frias,
e o choro tomou conta dos dias.

As rosas eram para outras,
as promessas eram treinos
para dizer a outras moças,
para encantar outras donzelas.

Acreditar que me amas,
é absurdo imaginar,
não mais sonho lindos versos,
vivo, não mais de tais esperas.


Nice Aranha
Sereia Noturna

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