domingo, 30 de setembro de 2007

Escrevendo



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Escrevendo


Partam-me às vezes que chorei,
Idéias que nunca imaginei...
As verdades que não criei,
Os sonhos que não sonhei!

Inquietam-se aflitas palavras,
Que grafar, nunca ousei...
Para vê-las expostas,
Miradas, por quem não sei...

Sim. Mágicas ousadias,
Da alma e mente, sadias...
Criem os elos e as energias
Capazes de nos trazer alegrias.

Fazendo deste mero recado,
Um convite ao pensamento.
Uma súplica ao sentimento,
Um feliz, contentamento!


Nice Aranha - 2006



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Desafio


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Desafio



Outro verso
Escrever queria
Idear não conseguia!

Outro repto
Se insurgia
Letrar, eu já podia!

Segui incólume,
Através das horas,
Esboçando trilhas,
Inventando coisas.

Esquecendo fatos,
E apagando dores...
Representando atos,
Revelando amores...

Pensando sempre,
Adentrando à noite,
Despertar a sorte,
Obscurecendo a morte!



Nice Aranha - 24/04/2001


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Minha Verdade


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Minha Verdade



Que peça atroz
Me pregou a vida.
Sem eco a voz,
Da alegria finda!

Mofa estradeira,
Cravejando a alma.
Vertendo sangue,
Padecendo sonhos...

Assim chorei,
Até secar as lágrimas.
Findar as dores,
E velar feridas!

Pesar somente,
E se vingar vivaz.
Lastimar contente,
O que se tem ausente.

Acreditar presente,
Ósculos ardentes.
Enquanto, no peito vive,
A mais verdadeira mágoa!



Nice Aranha - 24/04/2001




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Entardecer na Praia


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Entardecer na Praia



Do glauco mar,
Rimas de amor.
Ocaso o dia,
Alvorecer da noite.

Estrelas a pintar o céu,
Na areia vão se deitar...
Ardentes corpos ao léu,
Ávidos e apaixonados!

Eis que surge, branco véu,
Ciosa lua errante...
Apagando a escuridão!

Ascendo ainda mais a chama,
Daquele que se faz amante,
Daquele que se faz contente!



Nice Aranha - 24/04/2001




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Esperando o amor ausente


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Esperando o amor ausente



O amor surge inocente,
E vai conquistando a gente,
Primeiro invade a mente,
Depois nos toma totalmente.

O coração ardente,
Bate forte e insistente...
Nos faz empolgante,
Nos torna amante!

E entre alma e mente,
O coração cedente,
Apaixonado e carente,
Por aquele que se faz ausente.

Chora. Chora humildemente,
Pela espera sempre freqüente,
Daquele que com chama infante,
Explode o amor presente!



Nice Aranha - 2002




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Cruel Destino


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Cruel Destino



A verdade sempre busquei,
Mentiras eu encontrei.
Felicidades eu entreguei,
Espinhos eu alcancei!

Então, muito chorei,
E demais eu rezei.
Porque aquele que amei,
Eu nunca mais verei!

O sonho; assassinei,
A realidade pari...
De tudo que acreditei,
Só a fé eu não matei!



Nice Aranha - 24/04/2001




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Amor de Ontem


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Amor de Ontem



Ah! O nosso amor de ontem,
Cheio de encantos e fantasias,
Muitos sonhos e alegrias...

Jovem e imaculado,
A magoar não se prestaria.
Tal qual criança se parecia,
Crescendo ia sem parar!

Ah! O nosso amor de ontem,
Não era só de ilusões,
Eram puras as emoções,
Passou por tudo, e ainda vive.

Ainda é hoje,
E para todo o sempre!



Nice Aranha - 14/03/2001




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Quero... Um homem!


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Quero... Um homem!



Quero um homem
Que não me proiba ser...
Mas que me ame e respeite
Se reservando prá mim.

Quero um homem,
Que tenha amigos,
Mas veja em mim,
Sua primeira e melhor amiga.

Quero um homem,
Que seja todo carinho,
Sensível, cheio de dedicação...
Que eu possa sempre amar!

Quero um homem,
Sincero e íntegro,
Pois só assim,
Poderá ser meu par.

Quero um homem,
Que ame profundamente,
Que una sua alma à minha,
Por toda a eternidade.

E quero mais,
Quero ser a mulher...
Que seja tudo isto,
Para este homem...

Pois só assim,
Poderá ser chamado,
AMOR!



Nice Aranha - 2002




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sábado, 29 de setembro de 2007

Reflexão


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Reflexão


"A única coisa que sei,
é que nada sei"...
Enquanto entender pretendo,
Tropeço e levanto, infinitas vezes.

Passo por idéias, valores, tempos...
Razões e pensamentos, se fazem,
Ilusões e esperanças, crescem,
Perco-me em meus contratempos.

Procuro por mim...
E procuro por Deus.
Antes, agora e sempre!
E continuo, assim...

E quanto mais eu procuro,
Novos ciclos se repetem,
É a minha experiência,
Pois é esta a minha essência.

Imagem deformada de Ti! Fragmento,
do absoluto, que nunca serei!...
Pois só, que onde dois ou mais
Se unirem em teu nome. Deus!

E enquanto homem; repito-me,
Infinitamente, repito-me...
Errando por ignorância,
Ignorância do absoluto perfeito!

Então, sendo assim,
Imperfeito...
Ao ver-me adulto,
Creio entender-me criança.

Mas sendo criança, erros,
Erros outros, cometeria...
Pois esta é minha alma,
O fragmento do eterno!

Repito-me entre os anos,
Eras, períodos, milênios!
Sendo homem, jamais o Deus,
Com outros homens, absoluto!

E enquanto, teimar quiser,
Ver-me além de outro alguém,
Mais eqüidistante da verdade,
Caminhando eu estarei...

E ao montar, o enigma do Universo,
Concluo que somos peças,
Pois que o absoluto perfeito,
Só a Deus; só a Deus, compete!


Nice Aranha



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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Conhecimento


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Conhecimento


Quero-te intensamente,
Desejo-te infinitamente.
Sorvo-te ao último gole,
Entrego-te a prole...

Consumo-te a todo instante,
Verto-te incessante...
E quanto mais te absorvo,
Mais eu me sinto torvo...

Terrível por entender,
Quanto mais pretendo ter,
Longe ainda, mais me sinto,
Ó cruel e doce instinto!

Transbordas inigualável,
Meu mundo admirável!
Em cascatas de palavras,
Idéias que discursavas...

Tempo ou outro simulavas,
Elementos associavas...
Eu perdida procurava,
Compreender o que escutava.

Vejo-te ainda em minha tela,
Como reflexo de uma vela...
Mas só em minha mente,
Faz sentido, completamente!

És meu mundo, minha bandeira,
Minha procura estradeira...
Seguir-te-ei aonde for,
És do meu coração, calor!

Ó saber que tanto prezo,
Que anseio e confesso...
Faz parada no meu porto,
Traz a alma, meu conforto!


Nice Aranha



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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Primavera de Amor


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Primavera de Amor
No jardim da esperança,

Eu plantei a confiança!
Adubando com desejos,
A ausência de teus beijos!


A roseira da saudade,
Com toda a felicidade,
É cercada destes lírios,
Encantada de delírios!


Preparando fértil solo,
Prá semente no meu colo,
Vento leve e passageiro,
É do amor o mensageiro!


Vai plantando e enraizando,
Tronco, galho, caule, folha.
De onde então, se vê brotando,
O sentimento que se colha!


Sortidas flores se levantam,
Pela árvore despontam,
Pressagiando belo fruto,
Ao sabor que me reputo.


Vou regando com carinho,
Emoções em desalinho...
Passarinhos lá no ninho,
Que me lembram recadinho!


Nossos versos, fantasias,
Ao esculpir as alegrias,
Evoluindo como planta,
Em poema que encanta!


Revivendo o momento,
Na estrofe, o incremento,
A empolgação da poesia,
É no coração, pura magia!


Veio sol e veio à chuva,
Nasceu, a maçã e a uva.
Na parreira das sensações,
Imprimi as recordações.


Mas fiquei ali no canto,
Destilando o meu pranto.
Escrevendo em trepadeiras,
Minhas vibrações primeiras.

Nice Aranha


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domingo, 23 de setembro de 2007

Somos Assim...


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Somos Assim...
Quantas coisas nós passamos,
Pela vida arriscando...
Foram sonhos e feridas,
Algumas dores e partidas.
Somos mesmo destemidos,
Nada somos inibidos...
Nos erguemos outra vez,
Procurando a solidez.
É a alma que buscamos,
É o amor que conquistamos...
As feridas se apagam,
As dores se dissipam...
Vem o vento e sopra a alma,
Traz a vida a sua calma!
Mas é fogo que nos arde,
Faz os corpos fazer arte...
Esquecendo do passado,
Ver o futuro adiantado!

Nice Aranha




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Pontes


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Pontes

Em cada riso, em cada lágrima,
Um pouco de ti, em minha alma.
Se, é sonho, que me acompanhe,
Num suave brinde com champagne...
Se verdade, que se irradie,
E em todos, os meus dias, brilhe.
Se for pecado, que desça à luz,
Viver assim, abençoado a cruz.
A emoção não pode ser em vão,
Quando de certo, atinge o coração!
Ainda mais, se a alma invade,
Sem pedir licença, livre da maldade.
Que saga chama, que me arde o peito,
Sem qualquer lamento, assim desse jeito,
Que me deixa tonta, de sentir profundo,
Um sentimento, maior que este mundo...

E se faço tanto, das palavras fonte,
É que razão, ainda há na ponte...
Não sendo o nada, que virá depois,
Um horizonte; encontraremos nós dois!
Se, sais de um ponto, chegarás a outro,
Não há remédio contra este destino...
Se, foges dele, muito mais a frente,
Cobrará a vida, o quê se fez distante.
E por saber que o futuro é certo,
Não se ver ao longe, o que se quer ter perto.
Eu seguirei, pela minha estrada adiante,
A lealdade, que segue sempre confiante!...
Seremos almas juntas, pelos nossos versos,
Seguindo sempre, entre controversos...
E se há mistério, mais ainda, é desejo,
É esse desejo, que nos sela, no eterno beijo!

Nice Aranha




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Vida!


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Vida!

Vida que nos cerca,
Vida que nos é dada.
Vida que nos embala,
Vida que se mata...

Vida cheia de incertezas,
Vida nossa de cada dia,
Vida que discutem,
Vida que não entendem.

Vida que vem de onde,
Vida que vai pra onde,
Vida que não tem dono,
Vida que é só da gente.

Vida antes de fecundação,
Vida nascida num ato,
Vida cheia de emoção,
Vida simplesmente vida.

Vida sem início e fim definida,
Vida assim perdida no infinito.
Vida que em dado momento,
É vida prá ser vivida, somente!

VIVA!

Nice Aranha




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Ferida de Amor


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Ferida de Amor

Entre vácuos da existência,
Lacunas de uma vida...
A par de toda experiência,
Busquei curar a tal ferida.

Mas qual nada cicatriza,
Ela sempre me tortura.
Uma etapa finaliza,
Aumenta mais a ruptura.

Feri, sem medidas, lenta,
Descompassa o coração.
Dor como esta, não agüenta,
Suportar mais esta emoção.

Quero desbravar horizontes,
Novas sementes plantar.
Respirar em novas fontes,
Novo amor; quero implantar.

Nice Aranha


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Idades Mulher


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Idades Mulher!



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Nasce já de vestido,
Garota cheia de encanto.
Poderoso é teu sentido,
Sua alma é acalanto.

Cresce a menina-mulher,
E ao jovem rapaz seduz.
Num repente se torna mulher,
E toda a beleza traduz.

Madura, e então elegante,
Se, coloca, no mundo, confiante.
Deixa o amado homem ofegante,
De sua história se torna amante.

Vêm os filhos, e a paciência,
Aprende da razão, a consciência.
Fazendo de toda a experiência,
A conclusão de tua ciência.

Biologia de tua existência,
Aos poucos, reduz a versos.
Dos sonhos da adolescência,
Só saudades, quimeras, anseios...

A idade lhe pesa e cansa,
O corpo se deita, cambaleante.
Mas, a mulher ainda canta,
Renasce prá vida adiante...

De teus sonhos a vitória se fez,
Do conto do amor, a altivez...
Das ilusões perdidas se desfez,
Da tua vida, uma nova outra vez!

Nice Aranha

O Poder de uma Lágrima


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O Poder de uma Lágrima

Meus olhos vêem os teus,
Uma lágrima neles desponta,
Desliza sobre teu rosto,
Salgada água se deita em teus lábios...

Neste mar de desejo entreaberto,
Salgada lágrima perdida se esquece...
Do motivo que a fez deslizar,
Me deixando a te desejar...

De repente, olhos molhados,
Se descortinam numa torrente...
A escorrer a dor da partida,
Que nos faz a alma doida...

Nos afastamos um tempo,
Um tempo sem hora, princípio,
Ou mesmo sequer término previsto,
Enquanto as lágrimas esperam...

Esperam a hora do reencontro,
Para novamente em cascatas
Pintarem nossas faces distantes,
Que no acaso se vêem de novo...

Olhos nos olhos...
Sorriso nos lábios...
Salgadas lágrimas brilham,
Nossos pensamentos ofuscam...

No abraço de corpos colados,
Os beijos e juras trocados...
Novamente escorrem as faces,
Agora dizendo, felicidades!

Nice Aranha




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sábado, 22 de setembro de 2007

A Novela Brasil


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A Novela Brasil


No país do "relaxa e goza",
Onde tudo é colorido,
Em vez de trabalho, esmola,
Fome zero é oferecido.

Tem samba no pé,
Tem luta, tapas e bate-bocas...
E tudo muito bem registrado,
Todos parecem posar pro retrato!

Nesta história meu irmão,
Mensalão é sacolão...
Vai passando de mão em mão,
Até que acabe qualquer menção.

Os impostos estes sim,
Rapidamente são votados...
Parece um enredo sem fim,
Somos todos massacrados.

A eleição vem chegando,
Reeleição; estão pleiteando...
Oferecendo de montão,
Algum erário pro povão!

Na fama, a qualquer custo,
De palhaços a Zé-Ninguém...
Fomos nós com grande susto,
No discurso de alguém!

Ou será um Zé Ninguém?
Que pensa ser alguém?!
Nesta altura do campeonato,
É melhor fechar este ato...

Senão, eu não agüento,
E não paro de escrever...
Esboçando o meu lamento,
E se salve quem puder!


Nice Aranha



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Beijos



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Beijos!

Mistérios pousam nos lábios ardentes
Que em chamas clamam por outros...
Tão forte, também, tão calientes...
Como todos nossos desejos soltos!

Ah, vontades tão secretas,
Guardadas no anseio enlevo...
Serão torturas, falsas as juras,
Que de teus lábios, por ventura ouço?

Não... São as verdades lentas...
Que em teu coração acalentas...
Prá numa aurora vinda fazer prosa,
Corpo e alma juntos... Prodigiosa!

Prodigiosa forma, de juntar os lábios,
Sedentes beijos tão arredios...
Correndo a desvendar segredos,
De um instante a sangrar enredos!

Nice Aranha




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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Momento Refém


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Momento Refém


Teu dia chega... Eu canto contente,
Teu nascimento, glória, vitória...
Que me resgatou tão de repente,
De verso em verso, fez a história!

Sorrias, choravas, me querias, eu sei,
Eu não percebia, mas já te queria...
Não pouco... E aos poucos eu me dei...
Letra em letra... Eu não me entendia!

Se, eram apenas trechos escritos,
Por que no peito, tão cruel eu sentia,
Dor, alegrias, desejos benditos?!...

Tu, meu mundo, meu tudo, parabéns!
Sejas feliz, agora e sempre... E,
Lembre-se, somos deste amor, reféns!


Nice Aranha



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Canto Sereia


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Canto Sereia


Sobre uma pedra, mar é revolto...
Suaves espumas, vão circundá-la...
Navegando eu vou, de um ponto,
A outro... Querendo eu sepultá-la!
Mas da memória não sai - és sereia,
Nadando pelas tais profundezas...
Que com seu canto, vem, nos entonteia,
Para os mortais tu és... Ó! Belezas!!!...
Encanto, magia, poder, sedução...
Instante sereia! Noutro, tu és mulher!
Flecha este coração... Revolução!

Tira o desamor, tão devastador,
Que n'alma e mente já são presentes
Enche de sonhos e vida... Amor!


Nice Aranha



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sábado, 15 de setembro de 2007

Peça Inacabada


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Peça Inacabada

A vida sempre aplaude,
As cenas que representamos...
Os atos que recriamos,
Sem nenhuma fraude...

O fundo musical é arte,
Que dos sentimentos faz parte,
Nos atinge profundamente,
E não se retira da mente...

O coração se tortura,
Com a cruel amargura...
Do vazio implantado,
Depois, do adeus recitado...

Peito em chamas, queimado,
Só de cinzas, crucificado...
Padeceu ainda jovem,
De amor não mais se movem.

A cada passo nova história,
Um marco nesta trajetória.
A esperança que cresce,
A cada dia rejuvenesce...

Não se deixa um amor,
Não se esquece e pronto.
Onde houve muito calor,
Só o tempo acerta o ponto...

Ele se transforma,
Novo ato apresenta.
Sua eternidade é norma,
Quando no peito se assenta!

Entranhado no infinito,
Trazendo dores e alegrias,
Faz o mundo mais bonito,
Realizando fantasias!

Mas enquanto o teatro não termina
E os atores não se reapresentam...
O palco fica vazio, sem som, sem rima,
Enquanto os amores não se confessam!

Nice Aranha




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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Liberdade


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ﺊﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ             ﺊﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ



Liberdade


Se tivesse a liberdade que pretendo,
E se tenho a liberdade que penso:
Posso tudo que tenho,
Tenho tudo que posso...
Sou o que quero,
Mas não tudo que quero...
Sou o que penso,
Mas não tudo em que penso...
Se tivesse a liberdade pretensa,
Não teria só a liberdade que tenho!
Eu viveria, seria e amaria muito mais,
Se tivesse mais liberdade que tenho!
Mas tenho toda a liberdade de viver,
Ser e amar, no que penso!


Nice Aranha



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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Regando Espécie Rara...


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Regando Espécie Rara...


Na estrada, espécies bem raras,
Fazendo da tua sã esperteza,
A vitória da mãe natureza,
A tingir, a história de glórias!

No berço teu plantio tem rosas,
E tantas outras prováveis... Beleza!
Coração gigante tal qual nobreza,
Transforma este mundo. Vitórias!

Eu, você e quem mais; vier, especial,
A esta bandeira erguer, com amor!
Deixando o mundo, tão fenomenal!

Pudera... Outros sonhos descrever.
Plantar, regar e colher... Verdade!
Humanidade, ao homem trazer!


Nice Aranha



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Meus Instantes



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Meus Instantes


Entre a lucidez,
E toda a surdez...
No mundo atual,
Algo tão natural!

Tanta estupidez,
Brilho sem honradez!
Meu Deus... Eu vejo...
O que não é meu desejo!

Mas meu coração,
É dono de outra razão...
Teima, e acredita no homem,
Na sua verdade e sua coragem...

Traço vida, com esperança,
Na certeza da eterna bonança!
De ter um mundo cheio de amor,
Bondade, caridade, calor!

Teimosa, persisto o caminho,
Procurando mais que carinho.
Dando e doando tudo que posso,
Crendo sempre em Deus, confesso!


Nice Aranha



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domingo, 9 de setembro de 2007

Um só destino... Você!


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Um só destino... Você!


Podem não entender as pessoas,
Os destinos da vida,
Podem não saber as pessoas,
Os desígnios de Deus,
Mas sabem os corações,
As razões de amar...
Se de longe vêem,
Prá perto, o mistério realizar,
E a felicidade, viver...
É porque, acima dos homens,
Marcados encontros,
Se escrevem na eternidade!


Nice Aranha


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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pela Nossa Fauna


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Pela Nossa Fauna

Guariba-de-mãos-ruivas,
Uma espécie em extinção.
Não são as únicas penúrias,
Desta cruel devastação!

Veado-bororó-do-sul,
É outro elemento da fauna,
Que queremos de norte a sul,
A sua morte não se aplauda.

Macaco-prego, que admiramos,
Você também está nesta lista...
Não é pouco que avisamos,
Há algum tempo já é prevista.

Besouro-rola-bosta, ainda; temos,
Mas muito em breve, nem sei mais.
Muito pouco pelo que sabemos,
Se não nos empenharmos, até jamais!

Jararaca-ilhoa, foi citada,
Mas um encanto que corre risco.
Por um triz é que não foi ainda,
Da natureza excluída, arrisco!

Guigó, é então, um, outro nome,
Que da maldade é relatório.
Por isto espero que você tome,
Uma atitude contra o relógio!

Comece, lute, é agora à hora,
Não permita as espécies padecer...
Levante logo tua bandeira,
Prá muitos animais, a contenda vencer!

Existem ainda várias borboletas,
Pousadas nesta triste história.
Tem, os besouros e aranhas,
Seguindo ainda esta trajetória.

Vamos tentar amenizar,
Esta tragédia a se insurgir.
Vamos do mundo retirar,
Estes pseudos homens que estão, há agir!

Nice Aranha



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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um ato, fato!


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Um ato, fato!


Um abraço,
Teu cheiro,
O momento...

Um beijo,
Teu gosto,
O desejo...

As mãos,
Que deslizam,
A silueta...

Enlevo,
Dois corpos,
O êxtase!

Suados,
Gemidos ousados,
O prazer...

Deitados,
Delírios dobrados,
O viver!

Abraçados,
Dormir satisfeito,
O amor!


Nice Aranha



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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Te quero... Vento me leve...


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Te quero... Vento me leve...

Balançam suaves,
As folhas das árvores...
Meus olhos as fitam,
E perdidos ficam...

Imaginam o distante,
O futuro instante...
Onde seremos nós,
E não mais dois sós...

Pensamentos unidos,
Corações sofridos...
Histórias passadas,
Na alma... Postadas...

Novo momento,
Real sentimento...
Trará a felicidade,
Saciando a vontade...

Dos anseios torturantes,
Acalentados na paz...
E mais que amantes,
De algo além então se faz!

Nas águas cristalinas,
De nossas pupilas...
A percorrer corpos,
A transpirar pelos poros...

O enlevo perfeito,
Feito do nosso jeito...
Sem medos e culpas,
De prazer e loucuras!

Escrevendo o começo,
Nos, perdemos pelo preço...
Das dúvidas errantes,
Que nos fizeram pensantes!

Mas ainda há uma luz,
De êxtase completo...
Pois é menor a cruz,
Quando de calor, repleto!

As folhas balançam,
Um vento suave percorre,
Corpos enamorados, que dançam,
A sinfonia da vida que nunca morre!

Sinta-me onde quer que esteja,
Na alma e coração, eu me instale...
O sentimento maior que deseja,
O corpo, a alma, a mente... Embale...

No balanço do vento o segredo,
Mistério de ardor satisfeito...
Não quero bolero sem enredo,
Nem dançar, sem o meu eleito...

Por isto, brisa suave viaja,
Nas ondas do ar, até o alcançar...
Tocando e penetrando seu ser... Aja,
Na magnitude de todo este amar!

Te beijo... Na ternura sem igual,
Princípio de movimentos diversos...
Entre natureza e escritas... Vendaval,
Dos efêmeros carnais delírios...

Rompidos das admirações profundas,
Dos sonhos ocultos no tempo...
Das despedidas reais, oriundas,
Do temer sofrer contratempo!

Silencioso e constante observar,
Desesperado por poder realizar.
O adiante, momento presente...

Passado e futuro, eterno repente.


Nice Aranha
Sereia Noturna


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sábado, 1 de setembro de 2007

Por Ocaso


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Por Ocaso

Se por acaso o ocaso
Desaparece lá no céu...
É porque por acaso,
Este ocaso vai ao léu...

E num repente,
De um instante,
Ocaso teve um caso,
No entardecer com o acaso...

Enquanto eu por acaso,
Penso muito bem no caso.
Se no instante de repente,
Ocaso fosse caso... Tente!

Por acaso pensar a mente,
Sendo assim inteligente,
Fazer o ocaso manter o seu caso,
E eternamente viver no acaso...

Nice Aranha
Sereia Noturna

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