domingo, 20 de fevereiro de 2011

Rosto Insano




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ROSTO INSANO


Perdi-me na insana lembrança do tempo
onde éramos mais, muito mais que desejo,
onde nossos reflexos eram conjuntos,
nossos sonhos, eterno prazer.

Perdi-me na loucura de tuas palavras,
no toque de tuas mãos sobre meu corpo,
no vazio e no eco de todas as vontades,
sem você restou-me apenas  dor.

Dilacerante, fulminante, aterrorizante,
ferindo aos poucos, levando-me a morte.

Perdi-me na demência do contratempo
onde sozinho recordo o nosso beijo,
onde não somos, nem fomos adjuntos,
apenas personagens, podes crer.

Perdi-me no delírio de todas as juras,
não feitas, nem ditas, a deixar-me torpo,
no nada e no tudo de todas as idades,
sobram só estas rugas no rosto do amor.

Dilacerante, fulminante, aterrorizante,
ferindo aos poucos, levando-me a morte.


Nice Aranha
Sereia Noturna


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Um comentário:

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Nice, doce sereia, como tua poesia conta-nos dos sofrimentos da perda, que sofremos , porém, que fica no peito como inominável... A partida deixa um vácuo, nossa alma pulsa e se retrai.... Nomeando este sentimento de vazio.... Choramos, e nas lágrimas descobrimos forças de buscar no caminho um novo amor que nos chegue com a alegria de uma ternura visívele palpável que nos ensina a amar sem o medo de uma nova perda.
Obrigado por seus versos,
a vida fica mais fácil poetizada,Abraços com carinho, Jorge