quarta-feira, 6 de maio de 2009

No Útero da Poesia


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No Útero da Poesia


Punhetando os versos, gozas as mentes
cansadas e desejosas de prazeres tantos,
Saciando mundanos apetites repentinos
Acendes as volúpias, carentes, infinitas!

Entre as dores e as alegrias, doces cantos,
Oh gemidos vários, tão sorridentes!...
Que pulsam sôfregos, pelas peles ardentes
No cheiro maravilhoso, sensual e quente.

Devagar e calmamente eretos, certos,
Ao encontrar florestas ainda virginais,
Avista o orifício da gruta e os seus ais
Aponta e entra com a força que vais,

Ao primeiro enlevo, penetrando portos,
Ali se instala o membro, enérgico e astuto,
Rondando as beiradas de roliças coxas,
Que se abrem ao toque, de nossas vontades,

Dilatam e anseiam, as vias genitais,
Perfilando a delícia, das malícias tais,
A expressão, o verbo, intelectuais,
Reforçam as teses sem peias - geniais!

E dos fortes lábios, as sagacidades...
São vencidas e acalentadas, na mocidade,
Recitando a ébria nota, de viril paixão,
Por onde passeiam todas as excitações,

Que cegam os olhos, nos deixa em tensão,
À mercê dos corpos, profunda vibração,
Emergindo as ondas, que se repetem,
Eletromagnéticas... Puras notas musicais,

Impiedosas, infinitas vezes, vai e vêm...
No pendular ato, de querer o amor também!


Dueto: Nice Aranha e Hildebrando Menezes


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Parida da ideia prima abaixo:


Punhetando os versos, gozas as mentes
cansadas e desejosas de prazeres tantos,
Entre as dores e as alegrias, doces cantos,
Oh gemidos vários, tão sorridentes!...

Devagar e calmamente eretos, certos,
Ao encontrar florestas, ainda virginais,
Aponta e entra com a força vais,
Primeiro enlevo, penetrando portos,

Que se abrem ao toque de nossas vontades,
Dilatam e anseiam, as vias genitais,
A expressão, o verbo, intelectuais,
De fortes lábios, as sagacidades...

Recitando a ébria nota, de viril paixão,
Que cega os olhos, nos deixa em tensão,
Emergindo ondas, que se repetem,
Impiedosas, infinitas vezes, vai e vêm...


Nice Aranha
Sereia Noturna

Um comentário:

Carlos Durães disse...

Ufa...que calor....palavras brasas puras, suadas, muito vivas, lascivas...delícias...um brinde!