terça-feira, 29 de abril de 2008

Como posso escrever?


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Como posso escrever?

Como posso te escrever algo, se és a parte, de mim, mais doce ... Se és a beleza e a ternura, sentimento mais belo, que me acompanha. Escrever como, se nas palavras não cabem,
a grandeza toda desse envolvimento e partilha... E entre tentativas tamanhas, atrevo-me e assanho-me, entre sinônimos e devaneios, as rimas e prosas perfeitas, que tornam encantadoras as falas que sangram de meu peito?!

Como, te pergunto, posso rascunhar sensações inexplicáveis, torpores, enlevos, que não se limitam a imperfeição humana?!

Sim, é assim, é assim, que me percorres as veias e se faz minha alma, onde tu habitas e representas, o certo, o enredo, o amor verdadeiro.

Escrever. Ah, escrever... Em repentes sedentes de glamour e elegância, cheios de encantos e magias sonhadas...

Como posso aprumar o lápis, cingir a alva folha de papel sobre a mesa, grafar pensamentos, idéias, se o que jorra é a sensualidade incontida, insensata; que só ao amor se presta?

Escrever como, se enquanto penso, perco-me nas divagações de nossos desejos, e se de ti, agora tão longe, só espero a presença, tão forte e intensamente, que imagino o instante do encontro vindouro, onde seremos apenas o infinito a se perder no eterno?!

Como posso escrever à você meu amor, se és você o meu tudo, e em tudo que faço, você sempre está?! Ah, este amor, que existe e insiste. Palpita. E se busca desesperado, no encontro, de certo marcado.

Até breve.

Nice Aranha



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Mãos nas Estrelas


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Mãos nas Estrelas



Cinco dedos eu tenho em cada mão,
Igual as pontas de estrelas no céu.
Elas se tocam, fecham em benção,
Como uma noiva ao tirar o véu.

Rezando e orando por este mundo,
De dia, de noite, e a qualquer hora.
Sentimento do amor mais profundo,
Humanidade, que nos aflora!

Verdade. Sentir que se alimenta,
Do bem que vive e se presta. Sentir,
Que não se compra, mas que vem florir.

Ardendo dentro do peito, o calor,
Transbordando em ações, caridade.
Levando prá longe toda a maldade.



Nice Aranha



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Depois de Hoje


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Depois de Hoje



Se eu te busco, no instante presente,
Neste exato momento de agora,
Neste sentir bem simples, caliente,
Que em meu coração, bate, devora,

Porque sem ele, não há passado,
Nem futuro, que se deva esperar.
Só e apenas um ser, tão calado,
Que não sabe o quê, e como expressar.

É que a ânsia louca do meu desejo,
Espera viver; tortura e beijo;
Matar a sede, que é sentir você!

Fazer, deste futuro a verdade,
Razão, fiel, amor... A realidade.
E entregar-me toda, aos teus abraços!



Nice Aranha




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segunda-feira, 21 de abril de 2008

A maior criação


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A maior criação
Dueto


Ao vislumbrar o azul do céu anil
Pensei comigo: como Deus é Pai,
Pois a sua criação não se esvai,
Nessa imensidão que Universo uniu? -
Josias
Não, não se esvai, da criação. Juvenil
o sentimento do filho que vai,
Destruindo e reconstruindo. Mas amai,
Amai, a esperança que já se abriu. -
Nice

Amplia-se e transcende o pensamento
Dessa unidade que incorpora o alento
E multiplica-se de amor e paz! -
Josias
Universo que embala o sentimento,
Amor, que se incorpora tão atento,
Na paz celestial; que só ele traz! -
Nice


Nice Aranha
&
Josias Alcântara

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Duas Histórias de Amor (Dueto)


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Duas Histórias de Amor
Dueto



Quiçá, ser a estrela que desponta,
Brilhando incessante em teu olhar,
Ficando... anestesiada e tonta,
Me perdendo inteira em teu amar! - Nice
Quiçá, ser a água que dá conta
Da sede de teu corpo... e mergulhar,
Ir deslizando em ti de ponta a ponta
Sentir-te... me sentir e_namorar! - Elï


Porventura céu e mar, numa afronta,
Almas gêmeas, estão a procurar,
Com histórias lindas pra contar... - Nice
Às estrelas, esse imenso amor remonta
E sua música, inda estamos a dançar,
Entre_laçadas almas... num quasar! - Elï


Nice Aranha
&
Elïscha Dewes
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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Só, não!


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Só, não!

Tanto dói, minha solidão,
Faz morada cá no peito.
Ao sangrar meu coração,
Fere a alma, desse jeito.

Dia e noite não há hora,
A tristeza, insiste e apela,
Passa, fica, não vai embora.
Teu sorriso é só dela.

A saudade aperta, então,
Pede logo, que tu volte.
Prá aliviar minha emoção,
Solidão, quero que mate!

Nice Aranha





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terça-feira, 15 de abril de 2008

Desejos


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Desejos

Se em teus olhos, eu me visse agora,
Não estaria doendo tanto, a saudade.
Sublime força, que nos aflora,
Ser tão fatal, a felicidade.

Sentir arrepios, correr meu corpo,
De tanto desejo, igual louca,
Enebriada e extasiada. Meu sonho,
Nua em pele, com a voz, ainda rouca,

Dizer-te tua, somente tua; mulher,
E apaixonada; tão embriagada e,
Pelos teus beijos, sempre encantada!

E, sorrindo tola, entre os teus braços,
Na emoção tanta, de teu carinho,
Fazer parada, e construir meu ninho.

Nice Aranha





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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ao meu Amado


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Ao meu Amado

Meu coração parece quieto, parado; acalentado pelo silêncio dos que muito sofreram. Vejo e procuro a paz, numa constante e persistente ambição.

Não choro mais, as lágrimas já se secaram, as feridas já se cicatrizaram. Restou a experiência, que teimosa, marca hoje quem sou. Parte da ingênua garota, teve que crescer e ver coisas que preferia, nunca terem existido.

O tempo passa, e traz consigo as mais diversas lições. Aflições, medos e receios, cedem a sua vez a realizações, glórias e vitórias. Madura mulher desfila no caminho infinito da vida. E entre promessas de perpétuo amor, se fia na busca do verdadeiro.

Da menina sonhadora, ainda resta a esperança. Mas, na consciência lógica de que construimos a história, segundo o nosso reflexo. Projeto do que somos capazes de ser e realizar.

Sim, depende de nós, o rascunho de agora, fiel futuro. Depende de nós, a alegria vindoura, o renascer "do mais humano".

Se passei por desafios me fortaleci; aprendi a superar, resistir, e amar. Não como uma adolescente na ilusão de que nunca haveriam respingos, mas como mulher que das gotas encontra o mar.

Este mar de desejo, crença e realização; que traço, a cada segundo de vida. E os vivendo, como se fossem os últimos, estarei pronta para o momento em que meus olhos se fecharem para sempre, pois terei sido e vivido intensamente, o que me coube e pude, no tempo que me foi dado.

Perdoe-me se de alguma forma não acertar todos riscados, mas tentarei em cada gota de orvalho, em cada gota da chuva, em cada amanhecer ensolarado, todo anoitecer enamorada, dar-te o melhor de mim, sendo um pouco de ti. E em ti, um pouco sendo, ser em mim mais completa.

Não serei perfeita, mas amar-te-ei, o mais que possa.

Nice Aranha





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terça-feira, 1 de abril de 2008

Canção da Vida


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Canção da Vida

Outrora mar e terra, apenas,
Sentença finda, a vida cessa.
Morte aparente, eterna hora,
Minha humana alma comporta.

Não sei que ondas, montanhas, vales,
São na trajetória, a eu, impostas,
Mas existem também atalhos,
E por eles percorro, firme.

Agora mar e terra, as cenas,
Homologadas, julgadas, nessa
Funesta fresta, que nos devora,
Meu coração se parte, se corta.

Não sei tuas falas. Não, não cales,
Eu quero entender o que gostas,
Este canto sobre os carvalhos,
Suave tom, que só o amor, afirme!

Nice Aranha





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