terça-feira, 30 de outubro de 2007

No mar...?!


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No mar... ?!

Quando enciclia fere o mar
Enceta ação de uma pedra
Nos riscados do amar,
Vamos nos aventurar...

Teu ardor tão encioso,
Nada encipoado se demonstra...
Com ternura me encende,
Encava; e amor transcende.


Neste compasso de desejos,
No calor de doces beijos...
O enlevo da paixão segue,
A repetir enciclia... Não negue!



Nice Aranha




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Enquanto respiro...


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Enquanto respiro...


Tempestades que me chegam,
Fortes e sempre devastadoras.
Levam longe a incerteza,
Erguem nobre realeza!

De sentimentos e criações,
A embalar puras emoções.
Retratando sempre nestas águas,
Límpidas e belas, naturezas.

Onde pessoas vivem livres,
Entre sonhos, sobre as árvores,
Inventando e realizando. Amor, dizes!
Perdoando os inocentes deslizes...

Fulgurando reluzente, a cruz,
Que entre dores e flores se traduz.
Não há, crescimento, sem falha,
E retomada, que não valha!

Superar-se a si mesmo, crendo,
Não desistindo, sempre lutando;
O bem, eternamente fazendo,
E a tudo e todos, infinitamente amando!



Nice Aranha



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domingo, 28 de outubro de 2007

Rebuliço


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Rebuliço

Prazer, encontro eu, nas palavras,

Ao lembrar, viver, tuas falácias.
Acerbo de paixão não vivida,
Mas desejada, tão pretendida!

Acerado maltratar do amor,
A ausência que causa tanta dor.
Na saudade, se instala e brilha,
Faz da lembrança, só maravilha!

Esperando renascer, florindo...
Acordando, sempre, o amor infindo,
Que antes, agora e sempre, ardente!

Chama quente. Fremente coração.
Torrente sensação... A explosão,
Que acalma a alma, tão sorridente!



Nice Aranha



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Redivivo


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Redivivo

Pela luz dos olhos, vejo a alma,

Que se esconde, por medo ou glória.
Que se fecha, não fala e cala,
Apenas se deita, fazendo, a história!

Pela luz dos olhos, vejo o amor,
Que se guarda, se revela e grita.
Seus sonhos, verdades, calor,
Na água que brota, escorre e dita!

Dita, a mais fervorosa rima,
Que carinho, abrigo e sentido,
Fazem juntos, bela obra prima,
Juntando a arte e o ardor contido!

Transformando, as vistas, em portas,
Abertas e iluminadas sentinelas,
E que, quando imponente, as cortas,
Descobres, o sentir, que há nelas!

Nice Aranha





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sábado, 27 de outubro de 2007

Limites


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Limites


Que me permitam falar,
Não quero calar o que penso.
Se loucura ou verdade,
São palavras que escrevo...


Banais, superficiais,
Podem nada representar agora...
Mas na mente de um sábio quem sabe,
Até sentido possam fazer...


Traçando estas linhas discretas,
Tingindo branca tela,
Rascunho versos e pensamentos,
E transbordo meus sentimentos...


Se crio ou recrio,
Faço parte ou mesmo arte, não importa,
Um marco eu deixo registrado na história,
Que de um jeito ou outro restará na memória.


De um doido ou um astro, quem sabe,
No futuro, absurdos ou frutos,
Não sei, não sabe ninguém...
Apenas cogitam, na sabedoria que têm!


Nice Aranha




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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Talvez outrora.


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Talvez outrora.



Tal qual praga domina alma minha,
E cresce no silêncio fecundo.
Em meu peito, se deita e aninha,
No sentir mais forte, e mais profundo!

E faz morada, neste meu jardim,
Sem esperanças, as lembranças, só.
Amargura infinda, amor sem fim,
Que na saudade, resta... É pó!


Como semente que se lança ao chão,
O vento e a chuva plantam, a emoção.
Nascida à flor, beleza que cega!

Pequena idéia, vive na memória,
Há escrever os fatos; história!
Desvenda, então, o sentir de outrora!



Nice Aranha




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Visão


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Visão

Entreaberta persiana,

Protegido eu observo.
O que fica no horizonte,
Unindo o céu, a terra e o mar.

Imagem que a dúvida, sana,
E as minhas dores, cicatriza! Teu servo,
No passado eu fui, e no futuro não mais conte!
Quero esquecer teu jeito estranho de amar!

E entre os azuis, agora eu me perco,
Sentindo vibrar um novo e lindo verso,
Onde bate o ardor do desejo,
Que eu quero então, viver e desvendar.

Em segredo, eu faço novo cerco,
E em sensações novas, fico eu, imerso.
Ansiando, o delirante e quente beijo,
Que é prenúncio e renascer do amar!

Nice Aranha

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domingo, 21 de outubro de 2007

Apenas Vida!


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Apenas Vida!

Vida que passa e não acaba,
Que se acaba e não passa.
Pesa pouco, pesa muito,
Entre as guerras, e a paz!

Vida esta, que me é dada,
Vida que escrevo, na caminhada!
Vida imutável, e que tanto muda,
É a mesma vida, que questiono.

De onde vens,
Para onde vais,
Mudando sempre,
Sempre vida sendo?!...

Nice Aranha





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Nas pedras casual ocaso


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Nas pedras casual ocaso

Procuro-te entre o sol e a lua,

No ocaso e acaso destino da vida,
No silêncio e a saudade que grita,
No peito que chora, tua partida.

Mas te encontro, neste verso,
Dia e noite no secreto da alma.
E te desenho, no meu universo,
Nos sonhos e desejos, mas com calma!

Na verdade sentida, e não vivida.
Lembrança que me aquece em segredo.
Enquanto sopra o vento, suaves recados,
De dois seres, eternamente, apaixonados!...

Nesta esperança, sempre empolgante,
Entre as pedras; jamais o termo, apenas meio,
Seguir a energia da onda, confiante,
Acreditando no amor verdadeiro!


Nice Aranha

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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Aquecimento Anormal


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Aquecimento Anormal



Calor que nos fere e maltrata,
Transpira suor sobre a pele quente.
Ar escaldante que nos invade os pulmões,
E sem dó, nem piedade, nos seca.

Águas que almejo e tanto desejo,
Onde estas que não a vemos?!...
Nossos corpos cambaleantes andam,
Como a se jogar por ai a esmo.

Oh sensação sufocante que desgasta,
Não nos deixa em paz, nos faz ofegante,
Como em lindos versos de Camões,
"Onde o mal se afina e o bem se dana".

Escorre aquecido rio, benfazejo,
A umedecer a árida carne que temos.
Enquanto as vozes apenas sussurram,
Por não conseguirem, guiar a si mesmos!



Nice Aranha




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Que adianta fugir...


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Que adianta fugir...



Estradas sem fim,
Idéia de mim...
Imagem assim,
Amor enfim!

Pontes sobre o mar,
Perdido é o olhar,
No horizonte vagar,
Desejos do amar!

O silêncio, a ausência,
Que cala a consciência...
Mas no peito, paciência,
Lembrança é fluência!

A qualquer hora, em todas as horas!
Segredos, recordações, memórias...
Que adiantam as insatisfatórias fugas,
Se agitam por dentro amor e glórias?!...

Ilusões que tingem a verdade,
Esperando a felicidade,
Esquecendo a dor da saudade,
No momento da realidade?!



Nice Aranha




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Ser, sentir e agir... Viver!


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Ser, sentir e agir... Viver!



No ser e não ser que sou,
A cada dia me renovo...
Aprendo um pouco,
Excluo outro tanto...
E me rascunhando,
Desenvolvo!

No sentir e não sentir, me dou,
Sou de ninguém, sou do povo...
Aprendo muito,
E um pouco deleto.
Me reescrevendo,
Progresso!

No agir, e não agir, eu vou,
Um tanto me envolvo...
Acreditando...
Esperança pregando,
Saudade deixando,
Vivendo!



Nice Aranha



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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Tuas mãos... E meu segredo!


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Tuas mãos... E meu segredo!



Olhos fechados, buscam,
Coração sincero, ama,
Anseio por tuas mãos,
Imagens que não esqueço!

Qual mistério; têm elas,
Ainda não sei...
Mas são como telas,
Que ainda não decifrei!

Lábios entreabertos esperam,
O beijo selado que gama!
Corpos suados; mãos,
Deslizando carinhos... Peço!

Presa em todas as celas,
Da espera e vontade, verso.
E o meu coração te entrego,

Sem receios, medos... Aquarelas!

De quadros que não desenhei,
Mas que na mente plantei!
Dos sonhos lindos, que me droguei,
Na realidade, que imaginei.

Tendo, entre versos, razões,
A cobrir estas minhas emoções!
Quero-te sempre presente,
Sem qualquer, tempo ausente.

Contudo, secretamente clama,
E, por teu sentimento reclama;
O coração, no qual acendeste a chama,
Que agora, o amor proclama!

E só contigo, a verdade,
Posso eu realizar,
Enquanto esta minha saudade,
Viaja prá te encontrar...


Nice Aranha




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domingo, 7 de outubro de 2007

Vencendo...


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Vencendo...



Se, era você quem me aquecia,
O que fazer neste triste frio?!...
Sem o calor de tua presença,
É só saudade, neste lento dia.

Ainda existe e irradia,
Uma forte chama, grande calafrio...
É um grande ardor, que se quer que vença,
Só o que do amor, proveniência!

Ainda teimo com a ilusão,
Ser o meu sentir, minha razão!
Que ainda tarde, realização,
Mas não se desfaça, a emoção!

Porque se reina e teima,
Em ser pináculo o sentimento,
Ainda reinante perdurará,
Por toda áurea eternidade!

Por isto, digo, ainda queima,
A chama deste deslumbramento.
E poderosa triunfará,
Em nossa vida a felicidade!



Nice Aranha - 28/07/2007



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Distorções do Tempo


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ﺊﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ             ﺊﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ
 
Distorções do Tempo

Entorpecida,
Pela vida ferida,
Durante um tempo fiquei.

Angustiada,
Pela vida magoada,
Durante um período fiquei.

Desiludida,
Pela vida maldita,
Durante uma etapa fiquei.

Orgulhosa,
Pela vida esperançosa,
Durante muito tempo fiquei.

Admirada,
Pela vida encantada,
Durante algum tempo fiquei.

Cheia de amor,
Com vida ao meu redor,
Durante toda a vida fiquei.

E assim balançando,
A vida agitando,
Em todo tempo: vivi!




Nice Aranha - 2003




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Anos


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Anos

Que pese os anos sobre meus ombros,
Trocando ansiedade por sabedoria.
Que pese os anos sobre meus ombros,
Fazendo-me crescer dia a dia.

Que não pese os anos sobre os meus ombros,
Fazendo meu corpo se fragilizar.
Que não pese os anos sobre os meus ombros,
Deixando-me cansar.

Que sejam anos sobre os meus ombros,
De paciência e amor.
Que sejam anos sobre meus ombros,
De puro êxtase e calor.

Que não sejam pesos de dor
Sobre os meus ombros, a saudade.
Mas sejam, pesos em flor,
Sobre meus ombros, a felicidade.

Nice Aranha – 2003





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sábado, 6 de outubro de 2007

Reinando!


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Reinando!

Faço verso, faço prosa,
Faço o que me vem à mente.
Sou assim adolescente,
Menina cheia de emoção...

Tenho gesto, dou-te rosa,
Agindo assim, inconseqüente...
Vou plantando a semente,
Da mulher em sedução!

Nos teus braços eu me entrego,
Em teus olhos, eu me ponho!
Sem perceber então me pego,
No teu coração risonho!...

Nice Aranha - 2007

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No Palco!


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No Palco!

De teus olhos, cai sutil gota,
Encara a câmera... Olhar perdido,
Quantas saudades! Sente a garota,
Do versejador, amor escondido!

Tão longe agora do cotidiano,
A deixar vontades estonteantes...
Acaba a cena, levanta o pano,
Mostra a glória, dos estreantes!...

Ouvem-se aplausos e belos brados,
Faltando apenas, os agradecimentos...
A cortina se fechou, o tablado esvaziou,
Não há poetas, nem atores, tudo acabou!

Nice Aranha

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Madrugada Noite


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Madrugada Noite

Noite que atravessa sempre,
Faz da conversa algo rotineiro.
Trazendo sonhos, realidades,
Quimeras, e até mesmo os medos...

Mas fizera-se assim tão doce,
A inebriar todos enamorados...
Ó linda noite, de tantos risos,
Tantas saudades e todos os amores...

Assim, descortina-se, uma noite lenta,
Vou eu sedenta; na madrugada adentro...
Ansiando louca; os teus afagos,
O enlevo gosto, de teus ternos beijos!

Nice Aranha - 27/02/2007

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Ainda há...Prá sempre!...


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Ainda há... Prá sempre!...

Estando eu nesta estrada,
Desvairada e perdida,
Sem saber o porquê da despedida,
Tão cruel e seca, vazia!

Mas das lembranças trago eu,
A saudade de lindos momentos,
Momentos tão bons e tão nossos,
Que a ninguém mais mereceu!

Ai, ai, ai, digo eu, recordar é viver,
Atualmente vivo mesmo é a lembrar,
De passadas glórias de nosso amar!
Dos instantes a nos envolver...

Das histórias escritas em versos,
Do amor registrado em poesia...
Das brigas sem fundamentos,
Das alegrias e sabores, pura magia!

Amor que jamais terá fim,
Sentimento secreto, guardado...
Tão imponente e sublimado...
Aquele que guardo em mim!

Nice Aranha - 28/07/2007

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Ah, você!


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Ah, você!

Se em teus braços eu me perdi,
É porque em tua alma me encontrei...
E se em teu amor eu me envolvi,
É porque com teu calor eu me deparei...

Se nos meus pensamentos eu te senti,
É porque na razão eu te ponderei...
E se no meu amor eu te conheci,
É porque jamais eu te perderei!

Nice Aranha – 27/07/2007

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Foi-se!


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Foi-se!

Foram marcas deixadas,
Num infinito sofrer...
Melhores lembranças,
Postadas em meu ser...

Restou o vazio...
O nada, sem qualquer palavra.
Deixou o calafrio,
Sem teus abraços e carinhos...

O tudo se perdeu,
No infinito da imensidão...
De tudo que aconteceu,
Somente sonhos e ilusão!

A possibilidade,
Tal qual verdade padeceu...
A felicidade,
Em prantos se arrefeceu...

Inóspito, cruel e vago,
Coração sem flor...
É como a vida sem afago,
Sem teus beijos e teu amor!

Você se foi, deixou-te em mim,
Jamais serei alguém sem ti...
Você se foi, levou-me enfim,
Agora em cacos eu me parti.

Ainda há tudo, no nada vivo,
Na desistência de um porvir...
E um pouco ainda, eu me esquivo,
Igual a este amor, jamais vou sentir!

Nice Aranha - 24/07/2007

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Compondo


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Compondo

Ao sentir tuas mãos em minha pele,
A sonhar com teus carinhos ardentes...
Sinto assim indolente, o suspiro que geme,
Na imaginação de amor, sorridentes!

Quando teus lábios tocam os meus,
Nossos versos se tornam mais belos...
Seu calor encontra então o sabor,
Suas mãos me deslizam os cabelos...

Das delícias do corpo ofegante...
A tremer e ferver de emoção.
No prazer de um amor brilhante,
Promessa secreta de teu coração.

Nossos beijos de doces a afoitos,
Sedentos e loucos por ânsia e desejos.
Tornam a espera, um deslumbramento,
Quando em realidade, contentamento!

Deixamos cansados e bem devotados,
Suados corpos aquecidos no amor.
Enquanto, resta só um instante, cansado,
Voltando no outro, emergir o fervor!

Recomeça de novo a história,
Guardados momentos em tua memória.
Esperanças não serem lembranças,
Mas verdades de nossas bonanças!...

Seguimos assim, eternizados poemas,
De um momento de puro encanto...
Vivendo o prazer e os dilemas,
De homem e mulher ser um canto!

Nice Aranha

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Secret King


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Secret King

Pensamento a viajar,
Pela vida a encantar...
Se te quero a suspirar,
Vais querer se lambuzar!

Se me vejo nos teus olhos,
Te recebo nos meus lábios...
Quando sonho teus afagos,
Sinto no corpo arrepios...

Na façanha da magia,
Toda a sorte e alegria.
Na loucura quem diria,
Penso arte todo dia!

Nossos corpos reunidos,
Pelo amor são esculpidos...
Aos sons de doces gemidos,
De prazer são envolvidos!

Na tortura dos desejos,
Desse amor em lampejos...
Mais profundos são os beijos,
Que trocamos nos ensejos.

Na mistura de crendices,
De maduras meninices,
Vivemos nossos deslizes,
No enlevo, tão felizes!...

Entre peixes e as virgens,
Da história as origens...
Passeando nas paisagens,
Flutuando entre as nuvens...

Mas, navegamos pelo mar,
E nos deixamos a sonhar,
Todos versos, realizar...
Na verdade deste amar!

Nice Aranha

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Loucura de um Amor


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Loucura de um Amor

Já que te amo loucamente,
E louca é minha forma de amar...
No hospício dos teus braços,
Vou inteira me entregar...

E nesse louco amor,
Com você vou me embolar...
Brincaremos com a loucura,
E, este amor; vamos gozar!

Nice Aranha

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Sempre é Tempo


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Sempre é Tempo

Amor sempre há de ser,
A magia a me mover...
Sou sereia a entreter,
Muita história escrever!

Na loucura de entender,
Melhor mesmo não sofrer.
Entre versos esclarecer,
E felicidade, então, viver!

Se há dia e anoitecer,
Há a morte e o nascer...
Quando a porta bater,
Nova luz irá vencer!!!

Nice Aranha

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Tu


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Tu

Se em terras que nasci,
Vive aquele a quem amo...
Não sei o que faço eu,
Tão distante, dele assim.

Mas a vida é interessante,
Qual um quadro de Da Vinci,
Monalisa intrigante,
Qualquer coisa eu senti!

Se em versos eu vivi,
O amor que tanto clamo,
É porque se escreveu,
Minha gêmea alma por fim!

Nice Aranha - 16/08/2007





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