sábado, 22 de setembro de 2007

A Novela Brasil


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A Novela Brasil


No país do "relaxa e goza",
Onde tudo é colorido,
Em vez de trabalho, esmola,
Fome zero é oferecido.

Tem samba no pé,
Tem luta, tapas e bate-bocas...
E tudo muito bem registrado,
Todos parecem posar pro retrato!

Nesta história meu irmão,
Mensalão é sacolão...
Vai passando de mão em mão,
Até que acabe qualquer menção.

Os impostos estes sim,
Rapidamente são votados...
Parece um enredo sem fim,
Somos todos massacrados.

A eleição vem chegando,
Reeleição; estão pleiteando...
Oferecendo de montão,
Algum erário pro povão!

Na fama, a qualquer custo,
De palhaços a Zé-Ninguém...
Fomos nós com grande susto,
No discurso de alguém!

Ou será um Zé Ninguém?
Que pensa ser alguém?!
Nesta altura do campeonato,
É melhor fechar este ato...

Senão, eu não agüento,
E não paro de escrever...
Esboçando o meu lamento,
E se salve quem puder!


Nice Aranha
Sereia Noturna


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Beijos



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Beijos!

Mistérios pousam nos lábios ardentes
Que em chamas clamam por outros...
Tão forte, também, tão calientes...
Como todos nossos desejos soltos!

Ah, vontades tão secretas,
Guardadas no anseio enlevo...
Serão torturas, falsas as juras,
Que de teus lábios, por ventura ouço?

Não... São as verdades lentas...
Que em teu coração acalentas...
Prá numa aurora vinda fazer prosa,
Corpo e alma juntos... Prodigiosa!

Prodigiosa forma, de juntar os lábios,
Sedentes beijos tão arredios...
Correndo a desvendar segredos,
De um instante a sangrar enredos!

Nice Aranha

Sereia Noturna


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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Momento Refém


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Momento Refém


Teu dia chega... Eu canto contente,
Teu nascimento, glória, vitória...
Que me resgatou tão de repente,
De verso em verso, fez a história!

Sorrias, choravas, me querias, eu sei,
Eu não percebia, mas já te queria...
Não pouco... E aos poucos eu me dei...
Letra em letra... Eu não me entendia!

Se, eram apenas trechos escritos,
Por que no peito, tão cruel eu sentia,
Dor, alegrias, desejos benditos?!...

Tu, meu mundo, meu tudo, parabéns!
Sejas feliz, agora e sempre... E,
Lembre-se, somos deste amor, reféns!


Nice Aranha
Sereia Noturna



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Canto Sereia


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Canto Sereia


Sobre uma pedra, mar é revolto...
Suaves espumas, vão circundá-la...
Navegando eu vou, de um ponto,
A outro... Querendo eu sepultá-la!
Mas da memória não sai - és sereia,
Nadando pelas tais profundezas...
Que com seu canto, vem, nos entonteia,
Para os mortais tu és... Ó! Belezas!!!...
Encanto, magia, poder, sedução...
Instante sereia! Noutro, tu és mulher!
Flecha este coração... Revolução!

Tira o desamor, tão devastador,
Que n'alma e mente já são presentes
Enche de sonhos e vida... Amor!


Nice Aranha
Sereia Noturna


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sábado, 15 de setembro de 2007

Peça Inacabada


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Peça Inacabada

A vida sempre aplaude,
As cenas que representamos...
Os atos que recriamos,
Sem nenhuma fraude...

O fundo musical é arte,
Que dos sentimentos faz parte,
Nos atinge profundamente,
E não se retira da mente...

O coração se tortura,
Com a cruel amargura...
Do vazio implantado,
Depois, do adeus recitado...

Peito em chamas, queimado,
Só de cinzas, crucificado...
Padeceu ainda jovem,
De amor não mais se movem.

A cada passo nova história,
Um marco nesta trajetória.
A esperança que cresce,
A cada dia rejuvenesce...

Não se deixa um amor,
Não se esquece e pronto.
Onde houve muito calor,
Só o tempo acerta o ponto...

Ele se transforma,
Novo ato apresenta.
Sua eternidade é norma,
Quando no peito se assenta!

Entranhado no infinito,
Trazendo dores e alegrias,
Faz o mundo mais bonito,
Realizando fantasias!

Mas enquanto o teatro não termina
E os atores não se reapresentam...
O palco fica vazio, sem som, sem rima,
Enquanto os amores não se confessam!

Nice Aranha

Sereia Noturna


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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Liberdade


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Liberdade


Se tivesse a liberdade que pretendo,
E se tenho a liberdade que penso:
Posso tudo que tenho,
Tenho tudo que posso...
Sou o que quero,
Mas não tudo que quero...
Sou o que penso,
Mas não tudo em que penso...
Se tivesse a liberdade pretensa,
Não teria só a liberdade que tenho!
Eu viveria, seria e amaria muito mais,
Se tivesse mais liberdade que tenho!
Mas tenho toda a liberdade de viver,
Ser e amar, no que penso!


Nice Aranha
Sereia Noturna


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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Regando Espécie Rara...


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Regando Espécie Rara...


Na estrada, espécies bem raras,
Fazendo da tua sã esperteza,
A vitória da mãe natureza,
A tingir, a história de glórias!

No berço teu plantio tem rosas,
E tantas outras prováveis... Beleza!
Coração gigante tal qual nobreza,
Transforma este mundo. Vitórias!

Eu, você e quem mais; vier, especial,
A esta bandeira erguer, com amor!
Deixando o mundo, tão fenomenal!

Pudera... Outros sonhos descrever.
Plantar, regar e colher... Verdade!
Humanidade, ao homem trazer!


Nice Aranha
Sereia Noturna


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Meus Instantes



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Meus Instantes


Entre a lucidez,
E toda a surdez...
No mundo atual,
Algo tão natural!

Tanta estupidez,
Brilho sem honradez!
Meu Deus... Eu vejo...
O que não é meu desejo!

Mas meu coração,
É dono de outra razão...
Teima, e acredita no homem,
Na sua verdade e sua coragem...

Traço vida, com esperança,
Na certeza da eterna bonança!
De ter um mundo cheio de amor,
Bondade, caridade, calor!

Teimosa, persisto o caminho,
Procurando mais que carinho.
Dando e doando tudo que posso,
Crendo sempre em Deus, confesso!


Nice Aranha
Sereia Noturna


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domingo, 9 de setembro de 2007

Um só destino... Você!


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Um só destino... Você!


Podem não entender as pessoas,
Os destinos da vida,
Podem não saber as pessoas,
Os desígnios de Deus,
Mas sabem os corações,
As razões de amar...
Se de longe vêem,
Prá perto, o mistério realizar,
E a felicidade, viver...
É porque, acima dos homens,
Marcados encontros,
Se escrevem na eternidade!


Nice Aranha


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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pela Nossa Fauna


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Pela Nossa Fauna

Guariba-de-mãos-ruivas,
Uma espécie em extinção.
Não são as únicas penúrias,
Desta cruel devastação!

Veado-bororó-do-sul,
É outro elemento da fauna,
Que queremos de norte a sul,
A sua morte não se aplauda.

Macaco-prego, que admiramos,
Você também está nesta lista...
Não é pouco que avisamos,
Há algum tempo já é prevista.

Besouro-rola-bosta, ainda; temos,
Mas muito em breve, nem sei mais.
Muito pouco pelo que sabemos,
Se não nos empenharmos, até jamais!

Jararaca-ilhoa, foi citada,
Mas um encanto que corre risco.
Por um triz é que não foi ainda,
Da natureza excluída, arrisco!

Guigó, é então, um, outro nome,
Que da maldade é relatório.
Por isto espero que você tome,
Uma atitude contra o relógio!

Comece, lute, é agora à hora,
Não permita as espécies padecer...
Levante logo tua bandeira,
Prá muitos animais, a contenda vencer!

Existem ainda várias borboletas,
Pousadas nesta triste história.
Tem, os besouros e aranhas,
Seguindo ainda esta trajetória.

Vamos tentar amenizar,
Esta tragédia a se insurgir.
Vamos do mundo retirar,
Estes pseudos homens que estão, há agir!

Nice Aranha



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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um ato, fato!


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Um ato, fato!


Um abraço,
Teu cheiro,
O momento...

Um beijo,
Teu gosto,
O desejo...

As mãos,
Que deslizam,
A silueta...

Enlevo,
Dois corpos,
O êxtase!

Suados,
Gemidos ousados,
O prazer...

Deitados,
Delírios dobrados,
O viver!

Abraçados,
Dormir satisfeito,
O amor!


Nice Aranha
Sereia Noturna


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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Te quero... Vento me leve...


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Te quero... Vento me leve...

Balançam suaves,
As folhas das árvores...
Meus olhos as fitam,
E perdidos ficam...

Imaginam o distante,
O futuro instante...
Onde seremos nós,
E não mais dois sós...

Pensamentos unidos,
Corações sofridos...
Histórias passadas,
Na alma... Postadas...

Novo momento,
Real sentimento...
Trará a felicidade,
Saciando a vontade...

Dos anseios torturantes,
Acalentados na paz...
E mais que amantes,
De algo além então se faz!

Nas águas cristalinas,
De nossas pupilas...
A percorrer corpos,
A transpirar pelos poros...

O enlevo perfeito,
Feito do nosso jeito...
Sem medos e culpas,
De prazer e loucuras!

Escrevendo o começo,
Nos, perdemos pelo preço...
Das dúvidas errantes,
Que nos fizeram pensantes!

Mas ainda há uma luz,
De êxtase completo...
Pois é menor a cruz,
Quando de calor, repleto!

As folhas balançam,
Um vento suave percorre,
Corpos enamorados, que dançam,
A sinfonia da vida que nunca morre!

Sinta-me onde quer que esteja,
Na alma e coração, eu me instale...
O sentimento maior que deseja,
O corpo, a alma, a mente... Embale...

No balanço do vento o segredo,
Mistério de ardor satisfeito...
Não quero bolero sem enredo,
Nem dançar, sem o meu eleito...

Por isto, brisa suave viaja,
Nas ondas do ar, até o alcançar...
Tocando e penetrando seu ser... Aja,
Na magnitude de todo este amar!

Te beijo... Na ternura sem igual,
Princípio de movimentos diversos...
Entre natureza e escritas... Vendaval,
Dos efêmeros carnais delírios...

Rompidos das admirações profundas,
Dos sonhos ocultos no tempo...
Das despedidas reais, oriundas,
Do temer sofrer contratempo!

Silencioso e constante observar,
Desesperado por poder realizar.
O adiante, momento presente...

Passado e futuro, eterno repente.


Nice Aranha
Sereia Noturna


ﺊﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ             ﺊﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ
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