domingo, 21 de outubro de 2007

Apenas Vida!


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Apenas Vida!

Vida que passa e não acaba,
Que se acaba e não passa.
Pesa pouco, pesa muito,
Entre as guerras, e a paz!

Vida esta, que me é dada,
Vida que escrevo, na caminhada!
Vida imutável, e que tanto muda,
É a mesma vida, que questiono.

De onde vens,
Para onde vais,
Mudando sempre,
Sempre vida sendo?!...

Nice Aranha

Sereia Noturna



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Nas pedras casual ocaso


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Nas pedras casual ocaso

Procuro-te entre o sol e a lua,

No ocaso e acaso destino da vida,
No silêncio e a saudade que grita,
No peito que chora, tua partida.

Mas te encontro, neste verso,
Dia e noite no secreto da alma.
E te desenho, no meu universo,
Nos sonhos e desejos, mas com calma!

Na verdade sentida, e não vivida.
Lembrança que me aquece em segredo.
Enquanto sopra o vento, suaves recados,
De dois seres, eternamente, apaixonados!...

Nesta esperança, sempre empolgante,
Entre as pedras; jamais o termo, apenas meio,
Seguir a energia da onda, confiante,
Acreditando no amor verdadeiro!


Nice Aranha
Sereia Noturna



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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Aquecimento Anormal


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Aquecimento Anormal



Calor que nos fere e maltrata,
Transpira suor sobre a pele quente.
Ar escaldante que nos invade os pulmões,
E sem dó, nem piedade, nos seca.

Águas que almejo e tanto desejo,
Onde estas que não a vemos?!...
Nossos corpos cambaleantes andam,
Como a se jogar por ai a esmo.

Oh sensação sufocante que desgasta,
Não nos deixa em paz, nos faz ofegante,
Como em lindos versos de Camões,
"Onde o mal se afina e o bem se dana".

Escorre aquecido rio, benfazejo,
A umedecer a árida carne que temos.
Enquanto as vozes apenas sussurram,
Por não conseguirem, guiar a si mesmos!



Nice Aranha
Sereia Noturna



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Que adianta fugir...


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Que adianta fugir...



Estradas sem fim,
Idéia de mim...
Imagem assim,
Amor enfim!

Pontes sobre o mar,
Perdido é o olhar,
No horizonte vagar,
Desejos do amar!

O silêncio, a ausência,
Que cala a consciência...
Mas no peito, paciência,
Lembrança é fluência!

A qualquer hora, em todas as horas!
Segredos, recordações, memórias...
Que adiantam as insatisfatórias fugas,
Se agitam por dentro amor e glórias?!...

Ilusões que tingem a verdade,
Esperando a felicidade,
Esquecendo a dor da saudade,
No momento da realidade?!



Nice Aranha
Sereia Noturna



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Ser, sentir e agir... Viver!


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Ser, sentir e agir... Viver!

No ser e não ser que sou,
A cada dia me renovo...
Aprendo um pouco,
Excluo outro tanto...
E me rascunhando,
Desenvolvo!

No sentir e não sentir, me dou,
Sou de ninguém, sou do povo...
Aprendo muito,
E um pouco deleto.
Me reescrevendo,
Progresso!

No agir, e não agir, eu vou,
Um tanto me envolvo...
Acreditando...
Esperança pregando,
Saudade deixando,
Vivendo!

Nice Aranha
Sereia Noturna




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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Tuas mãos... E meu segredo!


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Tuas mãos... E meu segredo!



Olhos fechados, buscam,
Coração sincero, ama,
Anseio por tuas mãos,
Imagens que não esqueço!

Qual mistério; têm elas,
Ainda não sei...
Mas são como telas,
Que ainda não decifrei!

Lábios entreabertos esperam,
O beijo selado que gama!
Corpos suados; mãos,
Deslizando carinhos... Peço!

Presa em todas as celas,
Da espera e vontade, verso.
E o meu coração te entrego,

Sem receios, medos... Aquarelas!

De quadros que não desenhei,
Mas que na mente plantei!
Dos sonhos lindos, que me droguei,
Na realidade, que imaginei.

Tendo, entre versos, razões,
A cobrir estas minhas emoções!
Quero-te sempre presente,
Sem qualquer, tempo ausente.

Contudo, secretamente clama,
E, por teu sentimento reclama;
O coração, no qual acendeste a chama,
Que agora, o amor proclama!

E só contigo, a verdade,
Posso eu realizar,
Enquanto esta minha saudade,
Viaja prá te encontrar...


Nice Aranha
Sereia Noturna


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domingo, 7 de outubro de 2007

Vencendo...


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Vencendo...

Se, era você quem me aquecia,
O que fazer neste triste frio?!...
Sem o calor de tua presença,
É só saudade, neste lento dia.

Ainda existe e irradia,
Uma forte chama, grande calafrio...
É um grande ardor, que se quer que vença,
Só o que do amor, proveniência!

Ainda teimo com a ilusão,
Ser o meu sentir, minha razão!
Que ainda tarde, realização,
Mas não se desfaça, a emoção!

Porque se reina e teima,
Em ser pináculo o sentimento,
Ainda reinante perdurará,
Por toda áurea eternidade!

Por isto, digo, ainda queima,
A chama deste deslumbramento.
E poderosa triunfará,
Em nossa vida a felicidade!



Nice Aranha - 28/07/2007
Sereia Noturna


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Distorções do Tempo


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Distorções do Tempo

Entorpecida,
Pela vida ferida,
Durante um tempo fiquei.

Angustiada,
Pela vida magoada,
Durante um período fiquei.

Desiludida,
Pela vida maldita,
Durante uma etapa fiquei.

Orgulhosa,
Pela vida esperançosa,
Durante muito tempo fiquei.

Admirada,
Pela vida encantada,
Durante algum tempo fiquei.

Cheia de amor,
Com vida ao meu redor,
Durante toda a vida fiquei.

E assim balançando,
A vida agitando,
Em todo tempo: vivi!




Nice Aranha - 2003
Sereia Noturna



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Anos


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Anos

Que pese os anos sobre meus ombros,
Trocando ansiedade por sabedoria.
Que pese os anos sobre meus ombros,
Fazendo-me crescer dia a dia.

Que não pese os anos sobre os meus ombros,
Fazendo meu corpo se fragilizar.
Que não pese os anos sobre os meus ombros,
Deixando-me cansar.

Que sejam anos sobre os meus ombros,
De paciência e amor.
Que sejam anos sobre meus ombros,
De puro êxtase e calor.

Que não sejam pesos de dor
Sobre os meus ombros, a saudade.
Mas sejam, pesos em flor,
Sobre meus ombros, a felicidade.

Nice Aranha – 2003

Sereia Noturna

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sábado, 6 de outubro de 2007

Reinando!


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Reinando!

Faço verso, faço prosa,
Faço o que me vem à mente.
Sou assim adolescente,
Menina cheia de emoção...

Tenho gesto, dou-te rosa,
Agindo assim, inconseqüente...
Vou plantando a semente,
Da mulher em sedução!

Nos teus braços eu me entrego,
Em teus olhos, eu me ponho!
Sem perceber então me pego,
No teu coração risonho!...

Nice Aranha - 2007

Sereia Noturna

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No Palco!


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No Palco!

De teus olhos, cai sutil gota,
Encara a câmera... Olhar perdido,
Quantas saudades! Sente a garota,
Do versejador, amor escondido!

Tão longe agora do cotidiano,
A deixar vontades estonteantes...
Acaba a cena, levanta o pano,
Mostra a glória, dos estreantes!...

Ouvem-se aplausos e belos brados,
Faltando apenas, os agradecimentos...
A cortina se fechou, o tablado esvaziou,
Não há poetas, nem atores, tudo acabou!

Nice Aranha

Sereia Noturna


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Madrugada Noite


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Madrugada Noite

Noite que atravessa sempre,
Faz da conversa algo rotineiro.
Trazendo sonhos, realidades,
Quimeras, e até mesmo os medos...

Mas fizera-se assim tão doce,
A inebriar todos enamorados...
Ó linda noite, de tantos risos,
Tantas saudades e todos os amores...

Assim, descortina-se, uma noite lenta,
Vou eu sedenta; na madrugada adentro...
Ansiando louca; os teus afagos,
O enlevo gosto, de teus ternos beijos!

Nice Aranha - 27/02/2007


Sereia Noturna

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