terça-feira, 30 de setembro de 2008

Primavera de Sonhos


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Primavera de Sonhos

Se algum dia, real foi, o sentimento por mim,
Versado e recitado, bem cravado,
Em forma de vida e magia abençoado,
Há de ser eternamente o meu jardim,

De flores perfumadas, tão repleto,
De carinho, amor e bondade, farto.
De tolices e sonhos que não parto,
Regados do sentir que predileto,

Adubo no dia a dia desta saudade,
Que finge não ter lembrança, vontade,
De ver a primavera, sorrir, florir!

Mas, não brota, a flor ainda não plantada,
Como não cresce, a vitória anunciada,
Senão, houver semente para emergir!

Nice Aranha


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domingo, 28 de setembro de 2008

Meu porto!


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Meu porto!

Eu hoje sou o que espero,
Um barco voltado pro mar...
Viajando por onde quero,
Livre, como mariposa à voar...

Amo-me acima de tudo,
E busco tudo que anseio...
Meu sentimento profundo,
Encontrar meu sossego...

Nice Aranha
2007


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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Quão tua seja


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Quão tua seja

Se teu amor em mim faz moradia, peço,
Não deixes nunca, a casa tão sozinha,
Alegre-a sempre, deixe-a arrumadinha,
Que eternamente em ser tua, sim, me apreço!

E a minha alma que agasalha a tua, veja,
É bem mais minha, quando a tua me chega.
E de tanto amor, sentir quase se cega,
Nos teus carinhos dorme, quão tua seja!

Nesta marcada, vai a si, revelando,
Enquanto entregues, ambos se mostrando
Este imenso amor vai se confirmando,

Em furtivos gestos de amor progresso,
Nestes desejos tais, que te confesso,
No infinito certo, forte o arremesso!

Nice Aranha


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Tic, tac, 1,2,3!


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Tic Tac 1,2,3!


Sou o passado que não findou,
O presente que não lhe dou.
Mas sou futuro que não chegou,
Ou ainda o presente que lhe restou.

Em sendo o que serei e fui,
Saudade que ainda flui,
Presente que evolui,
Esperança que se conclui.

Sim, quem sabe antes, agora,
O sentimento que aflora,
Ser pela vida afora,
Sempre amor...Não se demora!

Lindo passado que não findou,
O presente que ora lhe dou.
Sendo o futuro que não chegou,
E este presente que eu lhe dou.

E sempre sendo o que serei e fui,
Nossa verdade que ainda flui,
Nosso sentir que evolui,
Na confiança que se institui.

E em todo tempo, antes, agora,
Nosso futuro que então aflora,
Não deixa longe, nem mesmo fora,
O nosso amor que nos devora!

Nice Aranha


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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Nas Nuvens


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Nas Nuvens

Se minha tristeza se fez em nuvens,
O amor que seria para vida inteira,
Num remoto instante, tão passageira,
Apenas só, a lua, vem. Mas se tu me tens,

e dentro de teus braços, nos faz reféns,
Estrelas e lua, tão tuas... Mensageira,
apenas de amor, esta noite faceira,
Trazem os céus, para terra. E então nos deténs,

na angústia secreta desta saudade,
Por um momento de brilho, vontade,
Gerar o firmamento, mais que tolice!

Se era pra ser somente raridade,
De um momento apenas, nossa verdade,
Nas nuvens, nossa alegria. Que mesmice!

Nice Aranha


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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tua sereia mulher


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Tua sereia mulher

Existe um lado que é fera,
Briga e luta até entrega.
Mas um lado é como anjo,
Notas suaves deste banjo.

Meiga e dócil, sedutora,
Frágil, esperta, amadora.
A mulher que tanto queres,
Vive ao sabor dos mares.

Num cantar de enfeitiçar,
Muitos versos à traçar,
É sereia e mulher,
A verdade que quer!

Nice Aranha


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Meu Verso


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Meu verso

Preciso de um verso,
Que seja controverso,
Que fale do adverso,
E me deixe bem imerso.

Preciso do controverso,
Do que não é adverso,
Prá me manter imerso,
Ao redigir este meu verso.

Parece mesmo adverso,
Entregar-me assim imerso,
Nos riscados deste verso,
Deste jeito controverso.

Mas ainda que imerso,
Nas linhas deste verso,
Morte, vida, controverso,
Destes nunca me adverso.

Prá findar então eu verso,
Amor, ódio, controverso,
Mesmo sendo o adverso,
Tema faço, vou imerso!

Nice Aranha


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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pena Capital



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Pena Capital

Os lábios se encontram,
As mãos deslizam em relevos,
Teu calor entre meus braços,
Nos gemidos nossos ais...

Nos carinhos que se trocam,
O exaltar de tais desejos,
São mais meus, os teus pecados,
De amor tão naturais.

E quando de prazer se fartam,
Entre os ofegantes suspiros,
Se abrasam nossos corpos,
No suplício que quer mais!

Nice Aranha


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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Meu Alento



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Meu Alento

Quando a paisagem lá fora nos faz viajar,
No olhar que sonha e quer te encontrar,
Num eterno instante, perdido no sempre,
No momento exato, etéreo e perfeito.

Quando o sol ou a chuva, qualquer estação,
Não importa se a razão cede à sedução,
E nesta ocasião o amor se cumpre,
É o tudo e o nada, que eu quero infinito.

Neste espaço, onde somos mais que perfeitos,
No ninho de encantos, que tu me deites!
Onde se completa em chamas, nossos deleites.

Nice Aranha


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sábado, 13 de setembro de 2008

Para que a gente possa



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Para que a gente possa

Se me permito agora te libertar,
É porque te tenho já, dentro de mim,
E se salgada gota, desliza assim,
Pela face, deixando um rastro no olhar,

É porque no meu peito faz morada,
Um sentir tão quente que em chamas brilha,
Tornando a vida, amor, que maravilha!
Deixando no coração tua parada.

Vem, pousa e se instala perfeitamente,
Vem, domina o melhor que de mim se extrai,
Vem, entra se apodera e nunca mais sai.

Fica, prá não ter de pensar, motivos,
Fica, prá não ter que ir e depois voltar,
Fica, prá que a gente possa se amar!

Nice Aranha


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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Difícil é não...


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Difícil é não...

Difícil ficar sem tocar,
Sem sentir o gosto e saber...
Que dói o desejo preso,
O carinho que não se dá,
O beijo que não se troca,
A vontade que não se consome,
O calor que não se apaga.

Difícil ficar sem falar,
Em teus ouvidos murmurar, e ter...
Um coração ainda ileso,
Sem a ferida da saudade, cá,
A lembrança doce que sufoca,
O anseio forte que não some,
Este amor em forma de adaga.

Difícil mesmo é ficar sem amar,
Não sentir a vida vibrar, e ser...
Solitário no mundo sem peso,
Oco, vazio, sem tom, sei lá,
Arredio, perdido, sem abrir a boca,
Sem gritar com toda a força, a fome,
De ter um êxtase... Alguém que afaga!

Nice Aranha


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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Lampião de Amor


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Lampião de Amor

Suspeito, talvez algoz, mas intenso,
O sentimento que invade e devora,
Forte, sedento, qual safado aflora,
Um risco, de fato, desejo imenso...

No carmim dos anseios fatal pretenso,
Enlevo de contos, pedaços juntos,
Que murmuram por você e mim, adjuntos,
No leito, em deleito, mortal convenço,

Teus beijos procuro, e exausta me rendo,
Aos carinhos, prazeres, te querendo,
Completamente ao amor tão derradeiro,

Nua em pele e alma, em teus braços me prendendo,
No eterno, aprazer, de te ter, vivendo,
E seguindo entregues, vivaz candeeiro!

Nice Aranha


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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Um dia depois de ontem



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Um dia depois de ontem

Se foi num passado remoto ou perto,
No jogo, a batalha de nossas glórias,
Que travamos o sabor das vitórias,
Duelo brilhante, não sei bem ao certo,

E se o cúpido de longe, bem esperto,
A flecha lança, nos vem às memórias,
Momentos impolutos, fiéis histórias,
Que aos poucos, contigo vivo. Te acerto!

Trago tão próximo coração aberto,
Úmidos lábios, primas trajetórias,
Mudo discurso, nossas oratórias,
Se rendem a paixão, razão inverto,

Em teu amor, eu me entrego, me converto,
E ao prazer rendo, juras promissórias!

Nice Aranha


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domingo, 7 de setembro de 2008

O Beijo Primeiro


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O Beijo Primeiro

Inocente, suave e intenso sentir brota,
E devagar cede a candura ao desejo,
Entre as palavras tão curtas, bem expostas,
O poder que verte e laça nosso beijo.

Se verdade ou sonho seguimos a rota,
E juntos nos abraçamos em festejo,
Corpos se tocam, dançam. Façam apostas!
Se prossegue ou morre o forte lampejo.

Não importa o que foi e virá, se suporta,
Se o sol e a lua iluminam este cortejo,
Secreto e profundo, que fere, bem corta,
Mas também comporta um doce e fiel arpejo.

Onde sucessivas, rápidas vontades,
Selam beijos eternos, felicidades!

Nice Aranha


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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Retorno Eterno



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Retorno Eterno

Se eu me deixar levar pela pureza,
Da cristalina alma que me devora,
Se eu te amar além do que eu sinto agora,
Se no distante, presente a certeza,

Ser o colorido, final que aflora,
Na tua estrada, dito poder que emana,
Ser a mulher, amante, e tão humana,
Tua criança, idosa, magistral embora,

Caliente e forte, tal chama arquejante,
Descompassa o termo, arrepia meu corpo,
Junto ao teu, ambos assim, eterno torpo,
Embebecidos, de amor flamejante!

Eis-nos aqui unidos, reféns confessos,
Num mesmo tempo, de sentir regressos.

Nice Aranha


ﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ             ﺊﺋﷲﻼ'ﻼﷲﺅ
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